CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA

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O que é?

Trata-se de um forma de tratamento da obesidade. Consiste, de forma simplificada, em um procedimento cirúrgico que modifica o formato do estômago e altera o trânsito intestinal. Essa redução do tamanho do estômago combinado com o desvio intestinal gera uma séria de alterações hormonais e metabólicas que levam o paciente à perda de peso e controle das doenças associadas como pressão alta, diabetes, colesterol elevado. 

Quais são os tipos de cirurgias?

- Bypass ou Gastroplastia em Y-de-Roux

Essa técnica é a mais realizada no Brasil e é considerada uma técnica mista, pois modifica tanto o tamanho do estômago quanto realiza um desvio intestinal, causando restrição e disabsorção.

Nela a capacidade do estômago é reduzida para em torno de 10%, restringindo a quantidade de comida ingerida e desviando esses alimentos para a primeira porção do intestino, chamada duodeno, até a porção intermediária do órgão, chamada jejuno. Dessa maneira, há redução do hormônio grelina, responsável pela fome e liberação de hormônios próprios do intestino que promovem saciedade. Com ele, o apetite do paciente é reduzido praticamente sem diarreia e desnutrição, e doenças associadas à obesidade apresentam rápida melhora. 

- Sleeve ou Gastrectomia Vertical

Remove de 70 a 85% do estômago do paciente, transformando-o em um tubo estreito, com o formato de uma manga de camisa, daí o seu nome em inglês Sleeve (manga de camisa em inglês). Desta maneira, há redução do hormônio grelina, associado à fome e a absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B não é afetada.

- Quem pode fazer? 

A cirurgia bariátrica é destinada ao tratamento da obesidade e das doenças agravadas pela doença ou associadas ao excesso de gordura corporal. De forma geral, a cirurgia bariátrica é considerada como uma alternativa segura de tratamento para obesidade. 

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cirurgia é indicada para pacientes com índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou IMC entre 35 e 40 com alguma doença relacionada a obesidade como: diabetes ou intolerância à glicose, hipertensãocolesterol alto, doenças cardiovasculares, osteoartrose severa, doença do refluxo, doença pulmonar e/ou apneia obstrutiva do sono e esteatose hepática não alcoólica.